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April 30 Divagações**********************************
“Mesmo que seja oprimido quem é poeta não se cala consegue dizer cantando o que o povo sente e não fala.” Delcio DORNELLES
*************************** April 10 ZZ é produto de um longo processo de reestruturação humana singular. As Verdades preconizadas até então, ficaram para trás. Nesta esteira tresloucada emergiu uma nova estrutura de significados e um novo posicionamento diante do universo. O Projeto Imagem Nova - Livre Pensar pela imagem surgiu neste contexto psicosocial. O trabalho interdicisplinar de composição e estudo imagético/digital surgem hoje para nós com um significado revolucionário. É possível transformar (refazer, recuperar, abalar, desestabilizar,...) as estruturas, sempre acreditamos nisso. No entanto, a maneira de fazê-lo é que mudou. Com as bençãos divinas, operamos em uma faixa de frequência magnética capaz de transmitir virtualmente estes preceitos aqui expostos digitalmente. A transformação das verdades e das realidades é (e sempre será) possível, basta que saibamos o caminho correto para operar. Neste espaço, bem como em
você poderá acompanhar todo este processo aqui referido. Acompanhar e interagir, pois há muito de construção coletiva em tudo isso. Há a necessidade de concentração das energias do bem, das forças supremas sintonizadas na luz divina primordial, juntos e em sintonia perpétua somos infinitamente mais fortes (inabaláveis, eu diria). Sigamos juntos, operando na senda do bem. Muita Luz e muita Paz e Amor no coração de todos os nossos companheiros de jornada. December 27 ZZ
Zéphyrus produto de um processo de transmutação. Verdades que ficaram para trás, fizeram surgir uma nova estrutura de significados e um novo posicionamento diante do universo. O Projeto Imagem Nova - Livre Pensar pela imagem surgem neste contexto. As relações imagens-textos surgem hoje para nós com um significado revolucionário. É possível abalar as estruturas, sempre acreditamos nisso. No entanto, a maneira de fazê-lo é que mudou. Operamos em uma outra faixa de frequência magnética capaz de transmitir estes preceitos aqui expostos digitalmente. A transformação das verdades e das realidades é e sempre será possível, basta que saibamos o caminho correto para operar. Neste espaço, bem como em
você poderá acompanhar todo este processo aqui referido. Acompanhar e interagir, pois há muito de construção coletiva em tudo isso. Há a necessidade de concentração das energias do bem, das forças supremas sintonizadas na luz divina primordial, juntos e em sintonia perpétua somos infinitamente mais fortes (inabaláveis, eu diria). Sigamos juntos, operando na senda do bem. Muita Luz e muita Paz e Amor no coração de todos os nossos companheiros de jornada. November 17 Zéphyrus
Zéphyrus produto de um processo de transmutação. Verdades que ficaram para trás, fizeram surgir uma nova estrutura de significados e um novo posicionamento diante do universo. O Projeto Imagem Nova - Livre Pensar pela imagem surgem neste contexto. As relações imagens-textos surgem hoje para nós com um significado revolucionário. É possível abalar as estruturas, sempre acreditamos nisso. No entanto, a maneira de fazê-lo é que mudou. Operamos em uma outra faixa de frequência magnética capaz de transmitir estes preceitos aqui expostos digitalmente. A transformação das verdades e das realidades é e sempre será possível, basta que saibamos o caminho correto para operar. Neste espaço, bem como em
November 03 Tocando em FrenteO tempo passa. November 02 RecomeçarRecomeçar
Escrever, pensar, recomeçar. Fluiu: A pesquisa científica pura não existe. Há em todo o método de pesquisa uma subjetividade, uma energia pessoal, um algo mais presente ali, quer queiramos ou não. Esta prosa retoma um pouco daquela discussão acadêmica da objetividade em ciências sociais (típica de calouro e aquecida no decorrer dos anos de prática de campo). Talvez mais importante que a própria questão é o momento que ela ressurge na minha vida. Justamente agora. E mais do que isto: o contexto em que ressurge. Este é só um apontamento pessoal (somente). Santa Isabel. Jerônimo de Ornelas. Morro Santana. Pesquisa Científica. Ciências Sociais – antropologia. October 31 Distimia VIDistimia VI
O Que Fazer
Culturalmente parece ser mais aceito que a pessoa tome insulina continuamente para controle da diabetes, por exemplo, ou que use remédios para hipertensão, óculos ou marcapasso cardíaco, do que tenha que usar antidepressivos para melhora de si e dos demais. Essa parece ser uma barreira cultural quase intransponível para o tratamento de muitos casos de Mau Humor. Os mesmos antidepressivos são de valor inestimável para atenuação dos rompantes obsessivos-compulsivos. Nesses casos, onde o Mau Humor se deve à personalidade obsessiva, além dos antidepressivos, a psicoterapia tem um peso maior ainda. Tratamento Além disso, estudos recentes indicaram que tais medicamentos antidepressivos podem realmente alterar a percepção da realidade pessimista e negativista do mau-humorado.
para referir:
Fonte
http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?sec=88
October 30 Distimia VDistimia V
Tomando o Mau Humor como reflexo de uma Distimia, a forma mais característica deste transtorno do humor é aquela que se inicia insidiosamente na infância ou adolescência e se mantém sintomática a maior parte do tempo, podendo existir períodos não muito longos de estado de humor normal. De acordo com Keller (citado por Saulo Castel e Mônica Scalco no livro Do Mau Humor ao Mal do Humor), 71% dos pacientes com Distimia virão a ter algum outro diagnóstico psiquiátrico, particularmente do tipo depressivo. Em nossa experiência, em alguns mau-humorados são comuns também o agravamento de traços obsessivo-compulsivos da personalidade. Ainda de acordo com Saulo Castel e Mônica Scalco, os pacientes com Distimia são descritos como "aristocratas do sofrer", pelo fato de alguns se apresentarem de modo arrogante (e citam a referência de Bougerol, Lançon e Scotto). O sintoma mais marcante do Mau Humor é, sem dúvida, a pouca tolerância com o ambiente; seja com as pessoas, com os acontecimentos, com os objetos, com o clima, com a política, com a sociedade, com a economia, com o trânsito, com as filas, enfim, com o mundo. No caso do Mau Humor ser resultante da Distimia, sendo esta um estado crônico e persistente de humor rebaixado, ou seja, uma depressão leve, dissimulada e quase contínua, a pessoa se torna muito mais sensível à tudo com o que interage. É como se tratasse de uma pessoa alérgica à tudo, só que, ao invés de reagir às coisas do ambiente com crises alérgicas, reagiria aos acontecimentos com mau humor. Por conta da Distimia a pessoa é naturalmente aborrecida, e qualquer evento que não a satisfaça plenamente terá um efeito avassalador sobre seu estado de humor. Como a vida em sociedade e em família implica em reciprocidade de comportamentos, não tardará que as outras pessoas, de fato, motivadas pela chatice e azedume do mau-humorado, adotem comportamentos preventivos e evitativos, agravando ainda mais a vida de relação dos mau-humorados. De outra forma, se o Mau Humor é conseqüente à um Transtorno Obsessivo-Compulsivo da Personalidade, a incompatibilidade entre a pessoa e o mundo se deve às características de perfeccionismo e inflexibilidade desse tipo de transtorno. Essas pessoas obsessivas se preocupam exageradamente com a observância das normas e das regras (normalmente SUAS normas e regras) e acabam se escravizando com a organização e com os detalhes. Quando a ordem das coisas não ocorre de acordo com sua previsão e desejo, tais pessoas tornam-se muito desagradáveis. A preocupação dos obsessivos com a ordem geral das coisas é tanta que, não raras vezes, é impossível conciliar o sono se vier-lhes à mente a impressão de que os chinelos estão desarrumados, ou que há uma gaveta semi-aberta, ou que talvez a porta não esteja trancada e assim por diante. A implicância se relaciona desde com a arrumação de seus pertences pessoais (guarda-roupas, gavetas, mesas), até a organização extremamente cuidadosa de coisas relacionadas à ocupação e profissão. Pode haver também um zelo exagerado para com a arrumação do banheiro, desencadeando mau humor se este se encontrar respingado, com uma torneira gotejante, o creme dental apertado pelo meio do tubo ou com qualquer coisa fora de lugar. Estas pessoas são incapazes de suportar tudo aquilo que consideram infração às suas próprias determinações de organização, por isso são inflexíveis consigo próprios e com os que lhes são mais próximo.
para referir:
Fonte
October 25 Distimia IVDistimia IV Segundo Taki Cordás, em seu livro “do Mau Humor ao Mal do Humor”, na Grécia antiga, o filósofo Theofrasto descreve uma tipologia de 29 "caracteres" que incluía arrogância, distraibilidade, grosseria e teimosia, entre outras. Em sua descrição não caracterizava essas pessoas como doentes, mas apenas como diferentes do normal. Essa mesma distinção, enfatizando serem pessoas desagradavelmente diferentes das demais, está presente nas culturas asiática, árabe e celta. Assim sendo, pessoas mau-humoradas, desagradáveis e chatas estão arqueológicamente presentes na espécie humana. Schneider, em 1958, apresentou uma descrição de personalidade depressiva, atualmente incluída no diagnóstico de Distimia. Para ele, tais pessoas que deploram o passado e temem o futuro (expressão usada muitos séculos antes por Sêneca em A Tranqüilidade da Alma), apresentam seis características fundamentais. Elas são: relaxamento; O próprio DSM IV, embora não tenha um código exclusivo para a Personalidade Depressiva, reconhece que os critérios de diagnóstico para Distimia se equivalem à eventual Personalidade Depressiva. O mesmo ocorre na CID.10, que inclui no diagnóstico de Distimia também a sinonímia de Personalidade Depressiva. Ao se tratar do chamado Transtorno de Personalidade Depressiva, segundo artigo de Bagby, Ryder Schuller (na coluna ao lado), quatro estudos, contudo, usaram o método do histórico familiar para estudar taxas por toda a vida de transtornos de personalidade em parentes de indivíduos estudados com ou sem Transtorno de Personalidade Depressiva. Klein descobriu que parentes em primeiro grau de pacientes ambulatoriais com Transtorno de Personalidade Depressiva tinham taxas significativamente mais altas de Transtorno Bipolar e Depressão Maior, mas não de outros Transtornos Bipolar do Humor, de alcoolismo ou de Personalidade Anti-Social. Enquanto isso, Klein e Miller descobriram que parentes em primeiro grau de estudantes de graduação com Transtorno de Personalidade Depressiva, mas não necessariamente com transtorno do humor, tinham taxas mais altas de depressão maior. Cassano e colaboradores relataram que os parentes dos pacientes com Transtorno de Personalidade Depressiva e Depressão Maior estudados tinham taxas mais elevadas de transtorno do humor, comparados àqueles com apenas depressão maior. Finalmente, Kwon e colaboradores demonstraram que alunos de graduação com apenas Transtorno de Personalidade Depressiva tinham probabilidade significativamente maior de ter um histórico familiar de Transtornos do Humor, quando comparados a indivíduos-controle saudáveis. Dois outros estudos avaliaram a ocorrência de Transtorno de Personalidade Depressiva em parentes dos indivíduos estudados com e sem Transtornos de Humor. Klein encontrou maior prevalência de Transtorno de Personalidade Depressiva nos filhos adolescentes e adultos jovens de pacientes internados com Depressão Maior, comparados aos filhos de pacientes internados com enfermidades clínicas crônicas ou aos filhos de indivíduos controle saudáveis. Finalmente, e mais importante, Klein encontrou uma taxa maior de Transtorno de Personalidade Depressiva nos parentes em primeiro grau de pacientes com Distimia de surgimento precoce, comparados a parentes de pacientes com Depressão Maior episódica ou parentes de indivíduos-controle normais. para referir:
Fonte
http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?sec=88
Continua October 23 Distimia IIIDistimia III Existem dois Transtornos do Humor que podem perfeitamente ser incluídos como Transtornos de Personalidade; são eles a Distimia e a Ciclotimia. Esses dois estados crônicos e persistentes de afeto (ou humor) alterado preenchem os quatro critérios acima para Transtornos de Personalidade. O mau humor pode ser um sintoma em qualquer um desses dois “tipos” de personalidade. A Distimia normalmente é acompanhada de sentimentos de inadequação, perda generalizada do interesse ou prazer, retraimento social, sentimentos de culpa ou preocupação acerca do passado, sensações subjetivas de irritabilidade ou raiva excessiva. Essas são características também das pessoas mau-humoradas. Existe ainda o Transtorno Anancástico (ou Obsessivo-Compulsivo) da Personalidade, onde o mau humor se destaca entre seus principais sintomas e sinais. Há, neste Transtorno Obsessivo-Compulsivo da Personalidade, um padrão generalizado de perfeccionismo e inflexibilidade. As pessoas assim preocupam-se com a observância das normas, das regras, com a organização e com os detalhes. Estas pessoas são incapazes de suportar tudo aquilo que consideram como infração às suas próprias determinações de organização, por isso são inflexíveis consigo próprios e com os que lhes são mais próximo na observância de suas leis. O exagerado perfeccionismo, a precisão meticulosa na arrumação das coisas e a constante repetitividade para que tudo saia da forma obsessivamente idealizada tornam estes indivíduos muito enfadonhos, chatos e desagradáveis, portanto mau-humorados (veja mais). O problema prático mais contundente desses transtornos (do Humor ou da Personalidade) é em relação à possibilidade da pessoa ter ou não uma crítica sobre sua situação existencial de mau-humorado. Além da crítica, é fundamental que a pessoa portadora de qualquer um desses “traços” esteja ou não satisfeita com sua maneira de ser. Quando a pessoa sofre com sua maneira “mala” de ser, lamenta pelo seu mau humor, e gostaria até de melhorar, dizemos que ela é ego-distônica com sua personalidade ou descontente consigo mesma. Ao contrário, quando mesmo diante do apelo de todos para que mude sua maneira de ser, quando opiniões sobre sua chatice são unânimes e ela própria não se considera mau humorada, chamamos de ego-sincrônica à sua maneira de ser. Assim como tem sido extremamente raro a pessoa reconhecer ser pessimista (quase todos pessimistas se acham realistas), também os mau-humorados costumam negar sua chatice crônica, buscando justificar no cotidiano e nas circunstâncias as causas para seu azedume. Essas justificativas vão desde uma simples dor de dentes até um pneu furado, mas os clínicos que têm experiência em serviços de emergência sabem que o estado de humor varia de pessoa para pessoa, mesmo quando diante da mesma dor, mesmo quando ambas são acometidas de cólica renal. Existem pessoas que sofrem a dor em sua exata proporção (evidentemente não estão felizes), e aquelas que procuram distribuir seu infortúnio ao ambiente em sua volta.
para referir:
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October 22 Distimia IIMau Humor e Personalidade
Na personalidade, o que se considera “temperamento” seria o atributo mais relacionado ao mau humor, logo, à Distimia. O termo "temperamento" diz respeito ao componente genético ou constitucional que define as características dos impulsos e do afeto (procure por temperamento em Alterações da Afetividade). Um outro atributo da personalidade seria o "caráter", considerado por muitos autores a parte responsável pela capacidade da pessoa formar juízos e críticas sobre as questões éticas ou morais, também igualmente responsável pela vontade (controle da volição). Se o mau humor pode ser considerado um traço da personalidade e, mais que isso, um traço capaz de fazer sofrer, então ele preenche os critérios de Transtorno da Personalidade. Esses Transtornos de Personalidade são definidos como padrões persistentes de comportamento que se apresentam de maneira inflexível diante de várias situações pessoais ou sociais e devem satisfazer, principalmente, 4 características básicas: 1. início precoce, seja na infância ou na adolescência; (veja Transtornos de Personalidade)
para referir:
Fonte
October 21 DistimiaMau Humor
(Primeira Parte)
São comuns as queixas de pessoas pouco, relativamente ou muito insuportáveis. Filhos que se queixam de pais muito mau-humorados, ou de namorados, esposas, amigos, enfim, conviver com uma pessoa mau-humorada é difícil e desagradável. Trazer o mau humor para a psiquiatria não é nenhum absurdo, pois, como se vê em critérios de diagnóstico, o mau-humorado destaca-se da maioria (critério estatístico) e produz sofrimento, nele e/ou nos demais (critério valorativo), portanto, perfeitamente possível de uma classificação psiquiátrica. O caminho é considerar mau humor como um dos sintomas do mal humor, sendo mal com U uma qualidade contrária ao bem humorado e mal com L uma característica de doença, contrária ao humor sadio. Em grego, Mal Humor (mau assim, com L e não com U) significa Distimia. O filósofo Sêneca tentou desprezar o termo Distimia por crer que o latim não necessitava importar palavras de outra língua e escreveu um belíssimo trabalho intitulado “A Tranqüilidade da Alma”. Mas, a despeito da belíssima descrição do tipo psicológico depressivo e melancólico, Sêneca não conseguiu expressão latina que completasse a idéia de Distimia. Na psiquiatria o quadro mais relacionado ao Mau Humor é, de fato, a Distimia. Trata-se de um estado depressivo crônico, normalmente atípico e dissimulado através do mau humor, chatice, birra, implicância, desânimo, irritabilidade, de mal com a vida, etc. Esses estados depressivos crônicos, apesar de universalmente reconhecidos, têm seus sintomas e sua classificação ainda muito confusos e algo discordantes entre as várias tendências. Há autores que classificam a pessoa mau humorada dentro dos distúrbios de personalidade, outros como se tratassem de neuroses, muitos como Distimia (Transtorno Persistente do Humor) e alguns, ainda, como distúrbios psíquicos meramente funcionais. Tudo isso é uma questão de conceitos. De modo geral, preferimos classificar a maioria das pessoas consideradas mau-humoradas como sendo portadoras de Distimia. A Distimia é um quadro depressivo crônico, incluído na CID.10 (Classificação Internacional das Doenças) nos Transtornos Persistentes do Humor. Ela se apresenta com sintomas de intensidade leve, se inicia em idade jovem e precoce e traz sofrimento e/ou prejuízos significativos para o paciente e para pessoas de seu convívio normalmente familiar e ocupacional.
(Continua)
Saiba mais em
October 20 BipolarSAÚDE
Refém do humor instável
Medicação em teste é capaz de reduzir danos cerebrais provocados pelo transtorno bipolar As crises alternadas de euforia e depressão que caracterizam o transtorno bipolar não causam problemas apenas quando irrompem sem aviso prévio. No organismo, a gangorra emocional desencadeia um ciclo vicioso de reações químicas que compromete o funcionamento do cérebro. Até o momento, o tratamento disponível consegue controlar os surtos, mas não tem efeito sobre os danos à memória e à capacidade de planejamento e aprendizado, os quais, a longo prazo, podem ser tão prejudiciais como a instabilidade emocional. Um novo tratamento, que está sendo testado simultaneamente no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e na Universidade de Melbourne, na Austrália, pode mudar isso. SÍLVIA LISBOA
May 06 Fobia SocialFobia (e Ansiedade) Social
Diz-se que a simples participação do indivíduo na sociedade contemporânea já preenche, por si só, um requisito suficiente para o surgimento da Ansiedade. Portanto, viver ansiosamente passou a ser considerado uma condição do homem moderno ou um destino comum ao qual todos estamos, de alguma maneira, atrelados. Com certeza, até por uma questão biológica, podemos dizer que a Ansiedade sempre esteve presente na jornada humana desde a caverna até a nave espacial. A novidade é que só agora estamos dando atenção à quantidade, tipos e efeitos dessa Ansiedade sobre o organismo e sobre o psiquismo humanos, de acordo com as concepções da prática clínica, da medicina psicossomática e da psiquiatria. A Fobia Social é caracterizada pelo medo persistente de contatos sociais ou de atuações em público, por temer que essas situações resultem embaraçosas. A exposição a esses estímulos (contactos sociais) produz, quase invariavelmente, uma imediata resposta de ansiedade, juntamente com sintomas autonômicos (do sistema nervoso autônomo, como palpitações, rubor, sudorese, etc). diante disso, essas situações desencadeadoras da ansiedade acabam sendo evitadas ou são toleradas com grande mal estar. Fala-se em Ansiedade Social quando existe a ansiedade antecipatória, os sintomas autossômicos (tontura, sudorese, etc) mas a intensidade do quadro não é tão limitante quanto na Fobia Social, propriamente dita. Alguma referência à esse quadro existe no DSM.IV sob o nome de Transtorno da Personalidade por Evitação, caracterizada por intensa Ansiedade de Evitação. A freqüência da Fobia Social é o segundo entre os transtornos fóbicos (25%), sendo superado apenas pela agorafobia. Assim sendo, como a Ansiedade Social é a mesma patologia em grau menor, sua freqüência é igualemente elevada. O aspecto clínico mais contundente, pelos manuais de classificação, que define tanto a Fobia Social quanto a Ansiedade Social é seu caráter crônico e a grave interferência que o comportamento fóbico-evitativo ocasiona no rendimento global da pessoa, seja no trabalho, na escola ou nas relações sociais habituais. Segundo o DSM-IV, apesar do diferente status diagnóstico entre a Fobia Social, pertencente ao Eixo I - transtornos clínicos, e o Transtorno da Personalidade por Evitação, no eixo II - transtornos da pessoalidade, ambos transtornos poderiam ser conceitos alternativao de um mesmo estado psicoemocional. O Transtorno da Personalidade por Evitação compatibiliza uma série de características clínicas com a Fobia Social, podendo quase se equiparar à Fobia Social Generalizada, mas como aparece em grau menor, seria apropriado chamá-la de Ansiedade Social. Portanto, nada mais justo do que se considerar, nos indivíduos com uma Fobia Social Generalizada, um diagnóstico adicional de o Transtorno da Personalidade por Evitação. Isso significa que não será fácil distinguir esses dois estados, nem do ponto de vista clínico e psicopatológico, nem do ponto de vista terapêutico. A Fobia Social implica, assim como outras fobias, numa reação aguda de ansiedade na presença de uma determinada situação (estímulo externo ou imagem interna). Tanto no caso da Fobia Social, quanto da Ansiedade Social, a situação desencadeante é sempre ligada ao contacto social, o qual tem a propriedade de ser o suficientemente ameaçante para gerar uma reação intensa de temor. Pode existir, na história do desenvolvimento da Ansiedade Social, alguma experiência social negativa que tenha se abatido sobre uma pessoa psicologicamente vulnerável ou afetivamente mais sensível. Daí em diante o contacto social se acompanhará de respostas fisiológicas de ansiedade (rubor, taquicardia, tremor, sudorese, etc.). À sombra dessa experiência, digamos, traumática, haverá sempre uma tensão antecipatória de conseqüências negativas contaminando outras relações sociais. E esta antecipação psíquica provocará as mesmas respostas fisiológicas de ansiedade experimentadas na origem histórica do problema. De modo geral esses pacientes com Ansiedade Social ou Fobia Social começam a evitar situações sociais que provocam respostas ansiosas desagradáveis e, por trás dessa evitação, surgirá uma sensação de alivio da resposta ansiosa, juntamente com sentimentos de culpa por não estar conseguindo enfrentar o problema eficientemente. Cada conduta de evitação reforça a fobia e promove sua manutenção, de tal forma que, não tratada, a Fobia Social tende a ser crônica e incapacitante. Com respeito ao Transtorno da Pessoalidade por Evitação, perfeitamente identificada com inúmeros casos de timidez, também se nota uma forte tendência de evitação para aliviar a ansiedade antecipada por situações sociais entendidas como difíceis. No caso desse Transtorno da Pessoalidade por Evitação, a evitação se caracteriza por ser generalizada, comportamental, emocional e quase incontrolável. A evitação nessas pessoas que sofrem de Transtorno da Pessoalidade por Evitação é ativa, ou seja, elas experimentam um grau importante de ansiedade interpessoal, temem ser rejeitadas e humilhadas e, por isso, evitam ativamente as situações interpessoais. Pois bem, será esse o ponto principal e definitivo que relaciona o Transtorno da Pessoalidade por Evitação com a Adicção a Internet; essas pessoas, mesmo evitando ativamente o relacionamento social cotidiano e concreto, desejam estabelecer relações interpessoais via Internet. Segundo o DSM-IV, o Transtorno da Personalidade por Evitação ou Esquiva comporta um padrão geral de inibição social, sentimentos de inferioridade e hipersensibilidade à avaliação negativa por parte dos outros que começa no principio da idade adulta e se manifestam em diversos contextos, tais como no trabalho ou atividades que impliquem em contacto interpessoal importante. A ansiedade mórbida aqui se dá devido ao medo das críticas, da desaprovação ou da rejeição, da sensação em não agradar. Tudo isso resulta na repressão nas relações íntimas devido ao medo de ser envergonhado ou ridicularizado, etc. As pessoas portadoras de Transtorno da Pessoalidade por Evitação ou Fobia Social mas que não querem prescindir da convivência social ou dos vínculos com os demais, buscarão outras estratégias de aproximação para satisfazer suas necessidades de contacto sem ter que atravessar pelo desagradável momento da reação de ansiedade. É aí que procuram avidamente e obsessivamente pelo contacto via Internet. Fobia Social com Agorafobia A sensação pode ser de uma súbita tontura, uma forte pressão no peito e um pavor irracional de cair no chão. Algumas pessoas começam com uma crise leigamente (e erradamente) tida como labirintite. Esse pode ser o primeiro sinal de que algo esta fora de controle e, logo os episódios se tornaram freqüentes. O mal-estar volta a aparecer quando a pessoa se sente em situação de tensão, como em supermercados, no trânsito, no banco, no ônibus, avião, etc. Sair de casa se torna um sacrifício. O medo relacionado a espaços abertos chama-se agorafobia, um transtorno que 25% da população está sujeita a sofrer, pelo menos uma vez na vida. Entre as manifestações da ansiedade patológica existem as chamadas Fobias Específicas e, como o nome diz, são específicas de determinadas situações ou objetos (barata, seringa de injeção, elevador, altura). Existe dentro dessa classificação a Fobia Social, fazendo com que a pessoa tenha verdadeiro pavor de gente e as tarefas sociais banais, como assinar um documento ou comer na frente dos outros, transformam-se num tormento. Baseado no grau de comprometimento sócio-ocupacional aceita-se classificar a Fobia Social em dois tipos; 1 - Fobia Social discreta e específica, a qual geralmente é restrita a poucas situações sociais, como por exemplo, o medo de falar em público. Esse tipo leve de fobia é classificada pelo DSM-IV como Fobia Social não Generalizada. 2 - Fobia Social Complexa ou Fobia Social Generalizada, mais grave e abrangente que a anterior. Trata-se de uma forma de Fobia Social muito mais limitante e de longa duração. Corresponde à grande maioria dos casos.
March 29 Convite para as Novas SériesConvite para as Novas Séries
Estou aqui para convidar os amigos para acompanhar duas novas séries de "Imagens Novas".
A Série "Revendo" exposta em Projeto Imagem Nova
http://fotolog.terra.com.br/zeferinobrasil Representa uma necessidade de realizar uma espécie de "balanço", ou seja, revisitar as criações realizadas até aqui dentro do Projeto Livre Pensar pela Imagem. A Série "Os Inumeráveis Estados do Ser" a ser exposta em
http://fotolog.terra.com.br/acidadedesantaisabel
Representa uma necessidade de continuar trabalhando com o tema da "Saúde Mental".
Reapresento um trabalho autoral, segundo uma perspectiva própria, privilegiando a imagem, em detrimento do texto para destacar que pode existir formas de tratamento digna e humana para os portadores de sofrimento d'alma (a par dos fustigantes e tradicionais tratamentos quimioterápicos).
Fica aqui o convite para os amigos que queiram nos acompanhar nestas empreitadas.
Saudações
Z. B.
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